O preço do livro deverá aumentar

com o encarecimento do papel.

Muita gente têm repetido que 2016 é o ano da auto-publicação — no mundo inteiro, o fenômeno do autor publicando sozinho nunca foi tão forte no mercado editorial. No Brasil, tudo indica que esse fenômeno será mais aprofundado com o livro eletrônico, haja vista, o menor preço e investimento.
Os livros físicos tem um problema que não é só de preço e sim de espaço para guarda-los. Os apartamentos estão cada vez menores e um espaço para biblioteca só se viabiliza em casas ou apartamentos maiores e convergente com o perfil de famílias de classe econômica superior. As bibliotecas públicas também aumentaram suas exigências para receber os livros. Neste contexto possuir uma biblioteca virtual de milhares de obras só ocupa alguns discos na prateleira. Melhor ainda com o acesso pela internet. O livro eletrônico é a saída para a democratização da cultura e do conhecimento. É nesta ótica que a Anpae contribuirá com sua Biblioteca Virtual até porque já tem experiência na publicação de sua revista eletrônica RBPAE no seu formato digital.

Ebooks não sentem crise e

faturamento das editoras ultrapassa

R$ 20 milhões

Se a crise é sentida com força pelo mercado editorial, que experimenta retração consistente em quase todos os seus indicadores, o digital segue na direção oposta, registrando um faturamento crescente pelo terceiro ano seguido.

Os dados podem ser conferidos na recente edição da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) sob encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Se por um lado as vendas de livros impressos despencam, por conta da crise econômica, a maioria dos brasileiros ainda não descobriu o formato digital. O que leva a concluir que o segmento tem muito espaço para crescer.